Indicadores essenciais para relatórios de logística reversa: guia prático
Mais de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos são gerados anualmente no Brasil, segundo a Abrelpe, mas menos de 4% retornam ao ciclo produtivo via logística reversa estruturada. Essa lacuna expõe a urgência de métricas que transformem intenção em gestão mensurável. Empresas que não medem não gerenciam — e, no cenário atual, não medir significa risco regulatório, desperdício financeiro e reputação fragilizada.
A logística reversa deixou de ser ação isolada de sustentabilidade para virar requisito de competitividade e conformidade. A PNRS (Lei 12.305/10) e o Decreto 10.936/22 exigem rastreabilidade, metas progressivas e relatórios anuais auditáveis. Investidores e grandes clientes cobram indicadores ESG padronizados. O desafio, contudo, não é coletar dados, mas selecionar quais indicadores realmente conduzem a decisões.